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Conheça o artista! O mundo abstrato de Marcos Mello

Postado em 05 July 2018

O querido artista Marcos Mello tem um nome muito forte no cenário artístico brasileiro, atuando no mercado há quase 30 anos e consagrou-se com o seu estilo abstrato.

Batemos um papo com o ele sobre arte, mercado e muitas outras coisas. Confira:

Você tem um estilo bem marcante, como você o definiria?

Eu tenho um estilo muito próprio, autodidata. Eu nunca fiz faculdade de artes, quando eu comecei era uma coisa bem instintiva e diferente, não era o abstrato que eu pinto hoje. Com o tempo, tive uma forte influência do Pollock, apesar de tentar me afastar ao máximo desta tag, mas é difícil. Mas é a mesma técnica, a técnica chamada dripping (gotejamento, em inglês). Já o meu estilo, é um abstrato não tão abstrato, pois segue uma lógica, tento buscar uma proporcionalidade no espaço, colocando a pintura de uma forma que pode ser olhada de vário ângulos.


Como foi que você começou a pintar?

Eu comecei a pintar como um hobby, para mim, eu não tinha um interesse comercial. Até hoje acredito que a comercialização é uma consequência.


E quando foi que você começou a seguir a carreira de artista?

Um amigo professor das Belas Artes, que me acompanhava de longe, me incentivou. Um dia nos reencontramos, ele veio até meu ateliê e disse que era um "absurdo" eu não estar colocando meus trabalho a mostra, “você tem que sair do armário”, disse ele (risos). Nisto, me apresentou alguns galeristas e comecei a divulgar, mas foi de fora para dentro (do país). Comecei com Israel, onde vendi 4 painéis na minha primeira semana lá, mas acabei não dando muita continuidade, pela logística de manejar tudo isto morando aqui em São Paulo.


E como o mercado Israelense te recebeu? Você sentiu muita diferença comparado com o mercado brasileiro?Lá é um país que tem uma abertura muito grande para arte, eles apreciam muito os artistas de fora que trazem novas inspirações. Há real valorização da arte, não necessariamente em termos de valor financeiro, mas de interesse mesmo peo conteúdo.                                                                                                                        E qual o maior desafio que você sentiu ao entrar no mercado de arte?               A precificação é um problema de 150% dos artistas (risos), mas acho que quem pinta por amor, sempre tem aquela sensação de que primeiro é preciso haver a identificação da obra com a pessoa, e essa relação é mais importante que a venda em si.


Você sentiu alguma diferença no seu modo de produção, desde quando você encarava como um hobby, até hoje?

Não sinto porque para mim eu continuo vendo a arte como um hobby, é muito difícil hoje você viver de arte no brasil. Se pegarmos este momento da Copa em que vivemos, acaba sendo como um jogador de futebol: você tem uma seleção com 22 jogadores em um país de 200 milhões de habitantes, imagine só...é muito difícil. É uma mistura de sorte, talento, oportunidade, estar no lugar certo na hora certa. È preciso sempre estar preparado.


E para terminar, qual conselho você daria para alguém que está começando e quer seguir a carreira de artista?  

Existem três atitudes que você tem que tomar e que precisa ter sempre em mente: não desistir, não desistir e não desistir (risos)!!

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Se você se interessou pelo artista ,venha conferir de perto suas obras exposta em nossa Galeria!

Esperamos que tenham gostado da matéria, e você ainda pode nos deixar comentários abaixo com sugestões de artistas que tiverem interesse de saber mais sobre!

Até a próxima semana!

 

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